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BNDES divulga a relação dos 50 maiores tomadores de recursos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou em nota nesta sexta-feira que publicou em seu site a lista dos 50 maiores tomadores de recursos da instituição.

         De acordo com o banco, é a “primeira vez” que esses dados são disponibilizados ao público “neste formato”.

         As informações já constavam do site do banco e foram reorganizadas. O presidente da República, Jair Bolsonaro, falou do assunto no Twitter.

         “Ainda vamos bem mais a fundo! BNDES divulga interessante link identificando os países que usaram os recursos financeiros do Brasil e os motivos dos empréstimos. Tire suas conclusões”, escreveu o presidente.

         Uma das promessas de campanha do político era “abrir a caixa preta do BNDES”, ou seja, detalhar informações de empréstimo junto ao banco.

         A página em que são compilados os dados do BNDES permite ao usuário ver cada operação efetuada com os 50 maiores tomadores de recursos dos últimos 15 anos (2004 a 2018), além de disponibilizar recortes trienais.

         Anteriormente, de acordo com o banco, para chegar a esse tipo de resultado era necessário buscar por informações em diferentes páginas e, às vezes, por diferentes linhas de financiamento.

         Ainda segundo o banco, a nova página também permite saber se os recursos emprestados pelo BNDES para os maiores clientes foram por meio de empréstimos ou de investimento em renda variável, por compra de ações negociáveis ou por outras formas de o BNDES entrar na estrutura societária da empresa.

         Em seu comunicado, o banco informou que a intenção de buscar uma nova maneira de disponibilizar os dados busca melhorar a experiência do usuário ao acessar os dados do BNDES pela internet.

         “Apesar da variedade de informação que o banco tem disponibilizado nos últimos três anos, há uma percepção de que os dados frequentemente estão disponíveis de uma maneira difícil para a maioria das pessoas”, informou a instituição.

         O BNDES disse que a iniciativa inclui um acesso direto a contratos de exportação de bens e serviços brasileiros de engenharia para projetos em outros países.

         A intenção de reorganizar os dados do BNDES no portal da instituição tinha sido mencionada pelo novo presidente do banco, Joaquim Levy, em seu discurso de posse, no começo do mês. Ele pontuou que os dados já estavam disponíveis no site, mas em um formato “difícil para a maior parte das pessoas entender”.

         Na última quarta-feira, a assessoria de imprensa do banco confirmou ao Valor Econômico que a reorganização de dados dos contratos do banco, disponibilizados em seu portal na internet, ocorreria até hoje.

Petrobras lidera a lista. A Petrobras é o maior tomador de recursos do BNDES. No site, é possível perceber que, na posição mais atualizada até 30 de novembro de 2018, a estatal tem contratados em operações de R$ 62,429 bilhões com o banco. O BNDES divulgará os dados de desembolsos completos de 2018 no dia 29 de janeiro. 

         A Embraer, por sua vez, tem R$ 49,377 bilhões, e a Norte Energia, R$ 25,388 bilhões. Ocupam as quarta e quinta posições a Vale, com R$ 22,489 bilhões, e a Odebrecht Construtora, com R$ 18,133 bilhões.

         O banco detalhou, ainda, qual o volume de cada empresa da listagem seria de empréstimos ou em operação de renda variável.

         No caso da Petrobras, a instituição informou que, do total de R$ 62,429 bilhões, R$ 24,753 bilhões são operações em renda variável.

         A Embraer, a Norte Energia e a Odebrecht contam com recursos exclusivamente em financiamento, enquanto a Vale conta com R$ 2,205 bilhões em renda variável.

         Além disso, a subsidiária holandesa da Petrobras, a Petrobras Netherlands B V, está na 11ª posição da lista, com R$ 9,878 bilhões; e a Transpetro, também da Petrobras, está na 32ª posição, com R$ 5,442 bilhões.

         Na lista, é possível perceber que a operadora Oi Móvel, em recuperação judicial, tem R$ 9,828 bilhões tomados em recursos do BNDES, e está na 12ª posição.

         A JBS, por sua vez, empresa envolvida em escândalo de corrupção em maio de 2017, que envolveu inclusive o ex-presidente Michel Temer, está na 20ª posição, com R$ 7,662 bilhões. (do Valor Econômico)

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